Quais as causas para a China crescer tanto economicamente nas últimas décadas?

Instituição de ensino:

Universidade Federal de Uberlândia

Programa:

Economia

Autor:

Daniel Caixeta Andrade

Titulação:

Mestrado

Ano de defesa:

2006

Link:

http://www.ppge.ie.ufu.br/sites/ppge.ie.ufu.br/files/Anexos/Bookpage/IE_dissertacao_DanielCaixetaAndrade.pdf

Resumo:

 O principal objetivo desta dissertação é analisar empiricamente a experiência de crescimento econômico na China no período 1978-2003. Partiu-se da hipótese de que existem vários aspectos (condicionantes) do crescimento econômico chinês das últimas décadas, dentre os quais se destacam as altas taxas de investimento (acumulação de capital físico), a maior abertura comercial e financeira (estímulo às exportações e à atração de investimentos externos), o regime cambial rígido (política cambial favorável ao desempenho do setor externo da economia) e os investimentos em capital humano. Os procedimentos metodológicos utilizados foram a análise de regressão, a estimação de modelos VAR e o uso dos instrumentais da análise de decomposição de variância e das funções de impulso-resposta, além dos testes de causalidade (Granger) e testes de cointegração (Johansen). Os resultados obtidos apontam que o investimento e a taxa de câmbio foram os principais determinantes do crescimento econômico da China no período analisado, confirmando a hipótese inicial apenas para estas duas variáveis. Estes resultados não indicam, porém, que a continuidade do crescimento da economia chinesa deve se assentar apenas sobre as políticas de acumulação de capital físico e na política cambial. É importante que se eleve a produtividade da economia através de investimentos mais eficientes em capital humano, além do que é preciso repensar a questão do câmbio, no sentido de que não estão claros quais serão os impactos de uma política cambial mais flexível sobre o crescimento econômico do país caso a China ceda às pressões de flexibilização de seu atual regime cambial.

Orientador:

Flávio Vilela Vieira

Palavras-chave:

Crescimento Econômico; China; Econometria de Séries Temporais

Danilo de Melo Costa, Professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Administração (PDMA) da Universidade FUMEC e do Centro Universitário Una, Belo Horizonte, MG, Brasil.

Pesquisa teve como objetivo compreender o papel da economia e dos Projetos 211 e 985 para a expansão da educação superior chinesa, a partir da visão de seus principais stakeholders, quais sejam: dirigentes governamentais, professores e lideranças estudantis. O projeto 211 nasce em 1993, a partir de uma série de iniciativas do governo destinadas a fornecer apoio financeiro às 100 melhores universidades da China para alcançar o status de universidades “classe mundial”. A intensificação de mais recursos em 1998 para um seleto grupo de universidades (inicialmente 9, e depois passando para 39), foi chamado então de projeto 985. Este estudo foi realizado pelo pesquisador Danilo de Melo Costa, entre os anos de 2013 e 2014, no contexto de sua tese de doutorado em administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que buscou compreender as dinâmicas por trás do financiamento público da educação superior no Brasil, Canadá e China. É evidente o crescimento econômico da China nas últimas décadas, bem como de seu sistema de educação superior, o que gerou a inquietação para entender a relação entre eles, bem como dos projetos governamentais 985 e 211, que tinham o objetivo de incrementar o aporte financeiro as universidades escolhidas pelo governo.

O artigo “Chinese higher education: the role of the economy and projects 211/985 for system expansion”, publicado no periódico Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (vol. 28, no. 109), destacou sobretudo questões envolvendo o sistema educacional Chinês. Para compreender este fenômeno, foi desenvolvida uma pesquisa exploratória e qualitativa, a partir de entrevistas com três gestores do governo chinês, e aplicação de questionário não-estruturado a oito professores especialistas em educação superior chinesa e a uma liderança estudantil de uma universidade do país.

Os resultados mostraram que os investimentos em educação superior foram preponderantes para o crescimento econômico do país, que foi representativo sob a perspectiva quantitativa. No entanto, visando também o crescimento qualitativo, os projetos 211 e 985 foram criados, destinando uma quantidade significativa de recursos para as instituições selecionadas. Tal posicionamento faz com que a China seja hoje um exemplo de benchmarking para outros países que desejam progredir economicamente e intelectualmente.

A conclusão a partir da percepção dos participantes é que essas políticas representam uma nova era na expansão da qualidade da educação oferecida pelas universidades chinesas envolvidas, que começam a ser reconhecidas internacionalmente. Os participantes também defenderam a necessidade de delimitar o investimento para um seleto grupo de universidades de forma a obter melhores resultados, pois se fosse uma distribuição de repasses a um conjunto maior de universidades, os objetivos poderiam não ser alcançados. O grande desafio da China agora, por possuir o maior sistema educacional do planeta, é garantir a absorção dos recém formados em suas respectivas áreas do conhecimento. Para pesquisas futuras, pretende-se compreender os impactos do novo projeto, chamado de “Double First Class University Plan”, que pretende incrementar ainda mais o investimento nas principais universidades chinesas.

Referências

COSTA, D. M. Efficiency of public policies for higher education: the case of people’s republic of China. Organizações em Contexto [online], 2019. vol. 15, no. 29, pp. 155-190, e-ISSN: 1982-8756 [viewed 29 September 2020]. DOI:  10.15603/1982-8756/roc.v15n29p155-190 Available from: https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/OC/article/view/8189

COSTA, D. M. and BARBOSA, F. V.  Efficiency of public policies for financing higher education: a comparative study among Brazil, Canada and China. Meta: Avaliação [online], vol. 10, no. 28, pp. 106-138. [viewed 29 September 2020]. DOI: 10.22347/2175-2753v10i28.1370. Available from: http://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/view/1370

ZHA, Q. Understanding China’s move to mass higher education from a policy perspective. In: HAYHOE, R., et al. Portraits of 21st century Chinese Universities: in the move to mass higher education. Hong Kong: Springer, 2011. Chapter 1.

Para ler o artigo, acesse

COSTA, D. de M. and  ZHA, Q. Chinese higher education: the role of the economy and Projects 211/985 for system expansion. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2020, vol. 28, n. 109, pp. 885-908, ISSN: 1809-4465 [viewed 3 October 2020]. DOI: 10.1590/s0104-40362020002802657. Available from: http://ref.scielo.org/bh23bs

Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação – ENSAIO: www.scielo.br/ensaio

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Como citar este post [ISO 690/2010]:

COSTA, D. de M. Como a China conseguiu crescer economicamente e ainda criar o maior sistema de educação superior do mundo [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2020 [viewed ]. Available from: https://humanas.blog.scielo.org/blog/2020/10/15/como-a-china-conseguiu-crescer-economicamente-e-ainda-criar-o-maior-sistema-de-educacao-superior-do-mundo/

Quais as principais causas do crescimento econômico da China?

Foram fatores essenciais, os investimentos em logística, políticas públicas de estado, capacitação pessoal, desoneração fiscal ao capital de investimento externo, foram alguns dos fatores identificados como fundamentais para o crescimento econômico chinês.

Que fatores contribuíram para o enorme desenvolvimento da China nos últimos anos?

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