Por que a maior ocorrência de terremotos e vulcanismo se dá na parte do sul do continente asiático e na borda do continente voltada para o Oceano Pacífico?

O Círculo de Fogo do Pacífico – também conhecido como Anel de Fogo do Pacífico – é uma zona de elevada instabilidade geológica, cuja forma possui um aspecto de curvatura em ferradura ao longo do maior oceano do mundo. Com mais de 40 mil quilômetros de extensão, ele situa-se a oeste das Américas e a leste da Ásia e da Oceania. Observe o mapa a seguir:

Por que a maior ocorrência de terremotos e vulcanismo se dá na parte do sul do continente asiático e na borda do continente voltada para o Oceano Pacífico?

Mapa de localização do Círculo de Fogo do Pacífico

O Círculo de Fogo do Pacífico é formado por uma série de fossas geológicas encontrada no fundo do oceano, onde são registrados alguns dos pontos mais profundos da crosta terrestre, como a Fossa das Marianas. Sua formação está relacionada com o encontro de várias placas tectônicas, tornando essa região uma zona com forte presença de terremotos e tsunamis.

Na verdade, o Círculo de Fogo é responsável por cerca de 90% dos abalos sísmicos e de 50% dos vulcões existentes em todo o planeta. Como se sabe, os tremores de terra e os vulcanismos são provenientes do encontro e da interação entre as placas tectônicas. Observe a imagem a seguir, ela revela a localização e a distribuição das atividades sísmicas já registradas.

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Por que a maior ocorrência de terremotos e vulcanismo se dá na parte do sul do continente asiático e na borda do continente voltada para o Oceano Pacífico?

Mapa dos principais terremotos no mundo. Em amarelo, a área do Círculo de Fogo

Como podemos notar, o Círculo de Fogo existe porque a sua área é a que mais apresenta encontros entre placas tectônicas, o que explica a sua instabilidade. Curiosamente, essas atividades geológicas atingem boa parte da área mais densamente povoada da Terra, a Ásia. Por esse motivo, muitas tragédias nessa região são registradas, como o tsunami de 2004, que atingiu a Tailândia, a Indonésia e outros países, bem como o que atingiu a costa do Japão em 2011 e provocou o acidente na Usina Nuclear de Fukushima.

Graças aos conhecimentos científicos desenvolvidos a partir dos estudos sobre essa questão, hoje é possível mapear e elencar as zonas de maior risco para a ocorrência de eventos naturais relacionados com as atividades do Anel de Fogo do Pacífico. Isso é importante no sentido de melhor alertar as populações sobre a ocorrência de tsunamis e tremores. O Japão, por exemplo, tornou-se uma referência em arquiteturas resistentes ou adaptáveis a terremotos.

Porque a maior ocorrência de terremotos e vulcanismo se dá na parte sul do continente asiático e na borda do continente?

Sua formação está relacionada com o encontro de várias placas tectônicas, tornando essa região uma zona com forte presença de terremotos e tsunamis.

Como se explica a ocorrência de terremotos e vulcões na borda oeste da América do Sul?

No oeste da América do Sul, por exemplo, o afundamento da placa de Nazca sob a placa continental originou a cordilheira dos Andes. A maior parte dos terremotos ocorre nas bordas das placas tectônicas (“tectônica” tem origem na palavra “construção” em grego) ou em falhas entre dois blocos rochosos.

Como se explica a ocorrência de terremotos e vulcões na borda oeste da América do Sul por que isso não ocorre no Brasil?

O Brasil não sofre com ação dos terremotos de maneira intensa, pois o país localiza-se no centro da placa tectônica sul-americana. Dessa forma, a movimentação dessa placa tectônica não gera em nosso território o movimento convergente, ou seja, não há fortes terremotos no Brasil.

Qual o motivo da ocorrência de terremotos e Vulcanismos em regiões afastadas dos limites das placas tectônicas?

Isso acontece porque os principais abalos sísmicos do planeta são ocasionados pelos choques ou encontros de duas placas tectônicas.